Hospital Universitário Clemente de Faria promove campanha contra a desnutrição
Publicado: 28/02/2018 11:54
Foto: Ana Maria Santos Foto: Ana Maria Santos

O Hospital Universitário Clemente de Faria, da Unimontes, iniciou nesta terça-feira (27/2), uma ampla campanha preventiva à desnutrição. O objetivo é reduzir as taxas de desnutrição hospitalar entre os pacientes internados por meio de ações de sensibilização de servidores e familiares que atuam na área assistencial. Os trabalhos são conduzidos pela Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) e prosseguem até o próximo dia 6, com destaque para o “Diga não à Desnutrição”, adotado em nível nacional pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (Braspen). 

 

A equipe multiprofissional, formada por médicos, nutricionistas, fonoaudiólogos e enfermeiros, segue um roteiro nos setores administrativo e assistencial do HUCF, com atividades como: exibição de vídeo educativo, entrega de material informativo alusivo à campanha e treinamento, com foco na divulgação dos 11 passos para o combate à desnutrição. 

 

Realidade 

Em 1998, o Inquérito Brasileiro de Avaliação Nutricional Hospitalar (Ibranutri) desenvolveu um estudo em todo o território nacional com diagnóstico em 25 hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Foram avaliados 4 mil paciente e identificada uma prevalência de 48,6% da desnutrição – sendo que 12,7% eram de desnutridos graves. Após 20 anos, percebe que o cenário piorou. As últimas pesquisas realizadas em 2016 relatam aumento para 60% de desnutridos hospitalares. 

 

Ainda conforme o Ibranutri, o quadro de desnutrição desses pacientes aumenta em quatro vezes o risco de lesão por pressão, além de triplicar o tempo de internação e de elevar os custos hospitalares. 

 

A nutricionista clínica Ana Paula Cruz, do HUCF, explica que a estatísticas do HUCF não são diferentes dos dados nacionais. Em torno de 42% dos pacientes avaliados na admissão hospitalar estão desnutridos e, além disso, 49,32% encontram-se em risco nutricional. 

 

“Se essas pessoas não forem avaliadas e acompanhadas pela EMTN em conjunto com todos os outros profissionais da área da saúde, o quadro evoluirá para desnutrição, que é uma doença prevalente dentro dos hospitais”, explica a profissional. “É preciso agir, com urgência, para mudar este cenário”, esclarece. 

 

Prevenção e tratamento 

Durante a prevalência da campanha, a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral reforça os 11 passos para o combate à desnutrição. “determine o risco e realize a avaliação nutricional”; “estabeleça as necessidades calóricas e protéicas; “saiba a perda de peso e acompanhe o peso a cada 7 dias”, “não negligencie o jejum”, “utilize métodos para avaliar e acompanhar a adequação nutricional ingerida versus estimada”. 

 

E ainda: “tente avaliar a massa e função muscular”; “reabilite e mobilize precocemente” e “implemente, pelo menos, dois indicadores de qualidade”; “continue no cuidado intra-hospitalar e registro dos dados em prontuário” e “acolha e engaje o paciente e familiares no tratamento e “oriente a alta hospitalar”.