Pela primeira vez no Brasil, Pronatec capacita profissionais com Síndrome de Down
Publicado: 29/12/2017 11:42 | Atualizado: 23/01/2018 13:19
Gabriel Maciel Gabriel Maciel

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES), em parceria com a Prefeitura Municipal de Pedro Leopoldo, realizou, no dia 21 de dezembro, a formatura dos alunos especiais que concluíram o curso de capacitação profissional ofertado pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). 

Pela primeira vez no Brasil, o ensino profissionalizante ofertado pelo Pronatec teve como público pessoas com deficiência intelectual. Ao todo foram oferecidas 25 vagas para o curso de recepcionista de eventos. Nos encontros eles puderam aprender a linguagem e comunicação aplicada aos recepcionistas de eventos, postura profissional, cerimonial, protocolo, relações interpessoais, marketing pessoal e a tipologia dos eventos. 

Segundo o secretário Miguel Corrêa, a Sedectes atua em diferentes formas de incentivo ao mercado de trabalho através de projetos de inovação e empreendedorismo. “Nossa meta é contribuir na capacitação nas mais diversas formas, buscando uma sociedade mais justa e igualitária”, destacou o secretário Miguel Corrêa.

A coordenadora geral do Pronatec Sedectes, Cristiane Saldanha, destaca que o curso de recepcionista de eventos tem como proposta promover a qualificação e capacitação profissional da pessoa com Síndrome de Down, oportunizando uma melhor empregabilidade. “Naturalmente a habilitação profissional impactará na qualidade de vida desses futuros profissionais, estimulando o desenvolvimento individual e da sociedade em que está inserido. Desta forma, as empresas também inseridas nesse mercado farão a diferença contribuindo para uma sociedade mais inclusiva, ressalta.

De acordo com o prefeito de Pedro Leopoldo, Cristiano Marião, Pedro Leopoldo se orgulha em ser a primeira cidade comtemplada com o Pronatec Especial, voltado para pessoas com síndrome de Down. “Pensar na profissionalização e geração de oportunidades para este público é algo muito importante, pois ele tem muitas potencialidades. Tenho certeza que estes jovens saem do curso mais capazes, mais motivados e com a autoestima elevada. Eles são capazes e certamente vão se destacar no mercado de trabalho, afirma.